Primeiramente, quando ocorrer um acidente sem devemos providenciar a sinalização no local, logo que possível. É preferível que os veículos se desloquem para um acostamento ou outro local seguro que não atrapalhe o fluxo de veículos ou prejudique a segurança viária local. As partes envolvidas terão como próximo passo uma tarefa difícil, manter a calma para um diálogo, sabendo que por vezes alguns condutores personificam seus carros e os ânimos podem ficar exaltados ao verem os danos.

Sendo mantida a calma, os envolvidos no acidente devem ter a consciência dos caminhos a seguirem, sendo a primeira tentativa, uma negociação pacífica sobre a reparação dos danos, que restando frutífera, as partes fazem anotações sobre os nomes dos envolvidos, placas dos veículos, local do evento, horário e telefones, assim sendo em momento oportuno e consensualmente, os envolvidos buscariam contatos e as reparações devidas, sem acionarem o poder público.

Porém, quando a resolução do conflito, na colisão sem vítima, não for consensual, e não for possível fazer um acord, teremos uma ou mais partes insatisfeitas que de acordo com os argumentos e provas sobre os danos causados, poderão pedir a atenção do poder público para julgar e determinar responsabilidades com as devidas reparações.

O registro de Boletim de Ocorrência é sempre uma boa opção, mesmo nos casos de simples danos, considerando que as pessoas envolvidas em acidentes de trânsito não se conheceram em uma situação agradável e em casos de reparação danos, ter-se-ia um registro que atestaria a existência de tal evento ainda no local, quando ocorrer à presença de um policial.

Nos casos em que não for possível a presença de um policial, nas ocorrências sem vítimas, as partes podem se deslocar até uma unidade da Polícia Militar, e por lá fará a narrativa dos fatos que serão firmados em documento próprio para registro de ocorrências daquela natureza, produzindo um registro oficial.

A falta de registro policial, pode dificultar a comprovação da ocorrência de acidente de trânsito sem vitima em via pública, fatos que serão questionados por seguradoras ou até mesmo em juízo onde será necessário utilizar de outras formas de comprovação, buscando provas e relação de causalidade.

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