É uma tendência natural do ser humano observar as falhas dos outros e esquecer as próprias. Mas no trânsito esse pode ser um comportamento com muitas consequências. Não existe um perfil de motorista que podemos escolher para o nosso grupo de convivência. O bom relacionamento com as diferenças é condição obrigatória.

E neste cenário a maior reclamação das pessoas está relacionada a falta de educação. Mas será que nossa postura é exemplar e diferenciada? Para assumir a direção de um veículo, alguns recebem apenas as orientações das autoescolas. E estes espaços, às vezes, não tem tempo para ensinar educação no trânsito, pois estão focados na aprovação dos exames no Detran.

Mas então qual é a solução? Na minha opinião, a educação para o trânsito deveria ser uma matéria da escola, a partir do ensino fundamental. As pessoas precisam da convivência com o tema antes de assumir a direção nas ruas e estradas. Esta mudança, porém, não elimina a responsabilidade dos pais.

Precisamos ensinar em casa como os nossos filhos devem se comportar. A falta de tempo, impaciência e a tolerância exagerada com os erros, não podem ser predominantes na formação dos jovens.

Sabemos que a falta de respeito no trânsito é reflexo do comportamento da pessoa em outras áreas da vida. Assim, sem uma educação real somos responsáveis pela imprudência de nossos jovens no trânsito e pelas tragédias registradas todos os dias.

O projeto para que o trânsito seja matéria nas escolas já existe, o que falta é sair do papel! Você não precisa esperar esta definição para começar a agir. Ensinar seus filhos em casa, por exemplo, pode parecer pouco, mas a verdade é que se cada um se responsabilizar pela postura da própria família no trânsito, será possível mudar a preocupante colocação do Brasil quando o assunto é mortalidade no trânsito. Pense nisso!