Ninguém está livre de enfrentar uma surpresa desagradável depois de comprar o seu veículo. No caso de um usado, as chances de você detectar algum problema depois da compra podem ser maiores do que ao comprar um carro ou moto novos. Mas mesmo quem compra um veículo zero pode descobrir um defeito no automóvel. Por isso é tão importante estar atento na hora da compra. Se o carro ou a motocicleta que você comprou apresentar um problema que não era visível, fique atento aos prazos e corra atrás dos seus direitos.

“Caso o consumidor detecte defeito oculto no automóvel dentro de 180 dias após a aquisição, ele terá o prazo de 30 dias, a partir da verificação do vício (defeito), para ajuizar a ação redibitória. O vício redibitório nada mais é do que um defeito que não estava aparente, mas existia na época da compra, e só pode ser identificado por meio de exames ou testes”, explica o advogado Bruno Ribeiro, especialista em direito do consumidor.

O advogado aconselha a levar sempre um mecânico de confiança quando for comprar um carro usado, para saber o real estado do veículo e se ele está condizente com o preço que está sendo pedido.

“Se o mecânico apontar que há algum desgaste, o valor deve ser correspondente a isso. Com o uso do carro é normal o desgaste. Isso não é um defeito. Já o novo tem uma garantia, por isso é importante ficar atento ao prazo da garantia. Normalmente, quando aparece um problema no novo, não é preciso alegar o vício redibitório. Basta entrar em contato com a concessionária, respeitando os prazos da garantia”, fala Ribeiro.

Se for para a Justiça, o comprador deve ter um laudo que aponte o defeito e uma comprovação, que pode ser uma carta ou ofício com registro, de que notificou a concessionária ou o antigo proprietário do automóvel sobre o problema. Um dos direitos do comprador é reincidir o contrato de compra ou conseguir um abatimento do valor, por exemplo.

“No caso de ir para a Justiça, o processo pode levar até um ano para resolver a questão, por isso sempre aconselho a tentar primeiro a negociação. Se for comprovado que houve má intenção na venda, ou seja, o vendedor sabia do defeito mas não informou ao comprador, o consumidor pode também pleitear uma indenização por danos morais”, diz o advogado.

 

 

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