A Fobia Social é um transtorno de ansiedade, e se caracteriza pela extrema ansiedade diante de situações em que a pessoa se sinta avaliada por outros, ou seja, acontece sempre que a pessoa é submetida à observação externa enquanto executa uma atividade; o problema é que para o fóbico social essa avaliação é sempre ruim, a pessoa se sente como se diante dos outros estivesse sempre na eminência de ser humilhado publicamente ou colocado em situações embaraçosas, por isso essas situações são tão temidas e frequentemente evitadas.
A pessoa com fobia social sofre muito para fazer aquilo que os outros fazem com facilidade, como: atender um telefone, pedir informações a estranhos, entrar numa loja e comprar um produto, cumprimentar as pessoas, comer em público, tirar uma fotografia.

 

A fobia faz com que a pessoa passe a evitar as situações temidas e o problema vai se tornando crônico a tal ponto que somente o pensamento de exposição já traz consigo os sintomas como se a pessoa estivesse de fato diante da situação. Os sintomas mais comuns são: rubor facial, dores abdominais, tremores, sudorese, palidez, taquicardia, extremidades frias, dificuldade para falar, diarreia, vontade e sumir do local, preocupação por antecipação com as situações onde estará sob apreciação alheia, enjoo etc. A ansiedade muitas vezes é tão intensa que pode desencadear uma crise semelhante à crise de pânico!

CAUSA:

Sua causa pode estar associada à combinação de alterações genéticas e ambientais.

É comum encontrar fóbicos sociais advindos de famílias onde há alguém pai ou mãe extremamente tímidos; e então acreditamos que possa haver uma questão de herança genética ou ainda, a criança no convívio diário com essa pessoa vai aprendendo que o contato social é ameaçador, ou quem sabe o mais provável a combinação dos dois fatores. Vemos também com certa frequência que pessoas educadas em ambientes familiares extremamente rígidos e críticos deem margem para a evolução do problema.

Também que é comum a Fobia Social aparecer em pessoas extremamente autocríticas e rígidas consigo mesmas.

É mais comum iniciar na adolescência ou até mesmo na infância, a maioria dos pacientes iniciam o quadro antes dos 25 anos.

SINTOMAS:

Não há um sintoma próprio da Fobia Social, são os mesmos sintomas que acometem qualquer outra situação de ansiedade. O que o caracteriza é que isso acontece sempre em situações de algum contato social onde a pessoa se sinta observada.

Fóbicos sociais geralmente relatam dificuldade em:

• dizer não a um vendedor insistente,
• mesmo que uma mulher ou homem lhe interessem e demonstrem interesse não conseguem se aproximar,
• podem estar perdidos em algum lugar não pedem informação,
• num grupo não conseguem expressar opiniões contrárias ao que está sendo exposto,
• tem dificuldades em iniciar e/ou manter uma conversa,
• se consideram sem assunto interessante,
• entrar em algum lugar ( festa, restaurante etc.) quando já tem muita gente,
• falar com autoridades ou pessoas do sexo oposto,
• comer em público,
• falar em público,
• recusam promoções no trabalho, mesmo sabendo que teriam capacidade para tal,
• mesmo com condições financeiras, não conseguem entrar numa loja e comprar algo

Não aparecem todos os sintomas na mesma pessoa, normalmente existe a ocorrência de alguns e muitas vezes com predominância de um, por exemplo: a pessoa até consegue obter um círculo social mínimo mas satisfatório, mas no trabalho toda vez que precisa falar com o chefe ou é convidado a emitir uma opinião sobre algo, não consegue.

A depressão é uma complicação frequente da Fobia Social.

O uso e muitas vezes, abuso de bebidas alcoólicas é comum em pacientes fóbicos sociais. Num bar ou numa festa em que eles se encontram desconfortáveis, beber algo relaxa, ocupa a mão e acaba ajudando a se sentirem melhor por obterem alívio dos sintomas de ansiedade; mas trata-se de uma armadilha porque não resolve o problema e pode desencadear num vício.

TRATAMENTO

Em primeiro lugar é importante que seja feito um diagnóstico por um psicólogo, que identificará  se os sintomas são crônicos.
O tratamento através da TCC (Terapia Comportamental Cognitiva) – é considerado o mais eficaz e que traz resultados mais rápidos.

A TCC consiste em levar a mudanças efetivas no autoconceito. Utiliza a terapia de exposição gradual e progressivamente vai obtendo vivências de sucesso, o que leva a efetiva melhora do quadro.

DIFERENÇAS ENTRE TIMIDEZ E FOBIA SOCIAL

A timidez não é um transtorno mental, ela é controlável e não é incapacitante, apenas um mal estar. Por exemplo, a pessoa não gosta de se apresentar um público, mas se é preciso ela vai e faz, enfrenta certo desconforto nos primeiros dez minutos, mas depois vai relaxando e tudo fica bem. Com o fóbico social não é assim, os sintomas permanecem por todo o tempo e só aumentam durante a fala, sua atenção está mais concentrada nos seus sintomas e no pensamento se as pessoas estão percebendo e o achando idiota, do que no conteúdo da exposição, resultado óbvio: fracasso.

A timidez não causa danos efetivos na realização pessoal, mas atrapalha. Por exemplo: a pessoa fica mais quieta nos grupos é menos lembrada nas atividades. O fóbico social tem sua vida social seriamente comprometida. Por exemplo: a pessoa simplesmente não aceita convites do grupo, se esquiva e fica em casa, resultado: isolamento.

O tímido não precisa fazer uso de medicamentos, mas se preferir pode se beneficiar de um tratamento psicológico se a timidez o incomodar pessoalmente.

É normal sentir-se constrangido eventualmente.

 

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