Centenas de pessoas conseguem
agora dirigir sozinhas ;)

Marcele Antonio, 32 anos, jornalista.
Foram longos 13 anos com a carteira de habilitação juntando poeira na carteira. Toda vez que olhava para o documento, pensava no quanto, para mim, ele não passava de um papel sem efeito. Já perdi tantas oportunidades por não dirigir, mas perder essas chances não foi combustível suficiente para vencer o medo de segurar o volante. Eu ficava apavorada só de pensar em sentar no banco do motorista. Já fiquei apreensiva de ficar dentro do carro sozinha, mesmo que estivesse de carona. A ideia de conduzir um carro me gerava taquicardia, suador, tremedeira. Olhava para um veículo e não conseguia vê-lo como uma máquina que só age de acordo com os meus comandos. Para mim, o carro tinha vida própria e era sempre maior do que o tamanho real. Minha visão sobre ele e sobre o trânsito era distorcida: tudo era mais tenso, caótico e violento do que a realidade.
A grande virada de chave só aconteceu depois que tive filho e me peguei pensando nas emergências que exigiriam que eu encarasse a direção. Agora, apesar do medo, eu tinha ímpeto e uma motivação forte para encarar o desafio. Foi quando encontrei o Psicotran e entendi que o problema não está no carro, na sinalização, nos outros motoristas. Está em mim e na visão distorcida que também tenho sobre minha própria capacidade. Está numa crença limitante que carrego desde a infância e que nunca tinha parado para compreender a fundo. O primeiro e um dos mais importantes aprendizados foi o de nomear adequadamente o que eu sentia: com a ajuda psicológica entendi que o que eu tinha era uma fobia e não uma frescura.
3 sessões de consultório e 8 sessões de carro depois, eu, que nasci e cresci no interior, dirigi pelo centro de uma capital durante o meu atendimento de alta dizendo para a psicóloga que é engraçado perceber que, agora, tudo parece ter o tamanho que realmente tem. Nada mais está superdimensionado.
Transformar o medo em vontade de dirigir exigiu que eu encarasse muitas emoções indigestas, lidasse com algumas feridas. Fiquei nervosa, cometi falhas, chorei, senti o coração saindo pela boca. Cheguei em casa dura de tanta tensão muitas vezes. Mas, ao mesmo tempo, experimentei uma sensação de liberdade e empoderamento que fez cada dificuldade do processo valer a pena.
Tenho feito avanços que pareciam impossíveis para mim antes: levar meu filho à escola, ir para a academia, fazer compras e dirigir até o trabalho. Tarefas simples que têm otimizado minha vida. E todas vezes que desligo o motor e puxo o freio de mão, agradeço pelo profissionalismo da equipe da Psicotran, que é extremamente acolhedora e competente e fez por mim o que jamais faria sozinha. Minha gratidão especialmente à psicóloga Vivian que me acompanhou sempre com doçura, paciência, muito conhecimento e habilidade.
Marcele Antonio